Melhor Idade um olhar sobre a vida

 Melhor Idade um olhar sobre a vida de agora e depois

grandmother-506341_1280. Melhor Idade
Melhor Idade, quem acredita nela?

Pretendo com estes artigos ou crônicas jogar um olhar meu e dos meus leitores sobre a realidade da Melhor Idade ou realidade de SER VELHO.

Chega de tanta tagarelice, que aponta o velho como estando na Melhor Idade, A IDADE DA LIBERDADE, A IDADE DA FELICIDADE, A IDADE DO DESCOMPROMISSO.

Alto lá! Vamos olhar com mais seriedade para este problema social e familiar que a cada dia aumenta no mundo comprometendo recursos familiares e públicos.

O mundo da velhice em seus estágios finais é uma dor que atinge a alma, fere o corpo, tritura os ossos.

Na velhice que muitos querem acreditar que é vida de plenitude, em verdade é a perda da capacidade de decisão de ir e vir, a perda do poder sobre o seu próprio espaço e dos seus passos.

Ser velho, mas velho mesmo,  é olhar para um futuro que não pode mais ser planejado; é se conscientizar de muitos erros cometidos no passado e saber que muitos acertos nunca serão reconhecidos.

Mas mesmo assim, a genética fala mais alto, e continuaremos até o final de nossos dias tendo a mesma personalidade mansa ou agressiva; na juventude somos elogiados pela nossa agressividade na vida, na velhice somos apontados com o dedo como INTOLERANTES.

Quando a velhice vai chegando e percebemos nossas perdas físicas, emocionais e financeiras, a gente tenta manter-se sobre as próprias pernas e elevar a voz de forma que nos escutem, mas muitas vezes isto é inútil.

Muitos dos nossos filhos seguem suas próprias vidas; correm atrás das ilusões ou de objetivos verdadeiros, de amores, de carreira profissional, enriquecimento e acúmulo de bens materiais e dos cuidados com a própria família constituída, esquecendo os pais em algum lugar do passado; alguns voltam e outros não voltam nunca mais.

Não é o meu caso, isto aqui não é uma autobiografia mais uma tomada de consciência de fatos que acontecem no mundo.

Mas é o que vejo por muitos lugares por onde ando; são notícias que tenho de velhinhos com 90 ou mais anos abandonados em casas de repouso com todo luxo, mas sem o mínimo de amor.

Muitos idosos se prendem ao passado, ficam acreditando e vendo os filhos pequenos nos rostos de qualquer criança que lhes surge na frente.

Outros idosos fantasiam, deliram. Outros perdem totalmente a noção e nem se lembram que tiveram filhos. Mas se não é minha própria estória, é quase uma previsão imediata ou longínqua, pois já estou com 70 anos.

Infelizmente, a vida deveria ter um limite – terminar sempre quando o indivíduo perde o controle de sua própria existência, as forças do seus músculos, a lucidez de sua mente.

E a vida também deveria terminar quando ninguém mais nos quer amar de verdade, quando não se recebe mais abraços espontâneos e ninguém mais corre para nossos braços para pedir apoio, ajuda, conselhos, pois passou-se  a ser peça inútil.

A vida deveria terminar exatamente no momento em que o indivíduo (ser humano) não pode mais levantar a cabeça, acertar a roupa no próprio corpo e se sentir DONO DE SI MESMO.

02 de maio de 2015 – grupo Sessentões

Autora Regina Célia Souza

Tudo que eu disse acima é uma verdade verdadeira.

grupo-mulheres-homens. Idade. Melhor Idade. Terceira Idade.

Mas devemos entender que muita gente aos 60 ainda se acredita e se sente jovem com domínio total do corpo e da mente; correm, dançam, namoram, casam-se de novo. Isto se deve à genética e ao tipo de vida que levou, se se cuidou, fez exercícios regulares, alimentou-se corretamente e não foi agredido pela vida e por trabalhos exaustivos e prejudiciais.

Outros aos 70 começam a perder as forças, mas ainda conseguem se manter na vida sentindo-se dignos e confiantes. Homens nesta idade conseguem ainda fertilizar uma mulher, brincar de remador e até levar netos na escola e fazer pequenos trabalhos de banco ou compra para a família.

O velho útil é amado, desejado, esperado em casa com alegria. Este é realmente o diferencial entre o velho útil e o velho inútil e doente que se torna indesejado, pois só dá trabalho, enquanto o outro só dá prazer.

Mas aos 80, 90 ou mais as perdas são inexoráveis, irreversíveis. Todos perdem a capacidade de decidir, de querer, de se comandar física e espiritualmente. E para piorar a situação, muitos por terem vivido demais,  assistiram a partida de filhos e netos antes deles e agora, no final da vida, estão sozinhos, em completa solidão.

Quem tem dinheiro é acolhido em casas de repouso de luxo, os que não tem reserva financeira ou se tem não sabem mais como administrar, caem em asilos e morrem como traste humano, em ambientes sem higiene e alimentação deficiente.

PRECISAMOS E TEMOS O DEVER DE LUTAR PARA PROLONGAR ATÉ O MÁXIMO NOSSA CAPACIDADE DE SER INDEPENDENTES NOS GESTOS, NOS ATOS, NA LIQUIDEZ FINANCEIRA.

Precisamos lutar para manter a força muscular com exercícios, medicamentos etc. Precisamos lutar para manter a lucidez e a capacidade intelectual através da leitura constante, do exercício de escrever.

Escrever é um exercício que mantém o cérebro vivo por mais tempo, porque ao escrever,  (eu que vivo de escrever), vejo que conhecimentos brotam lá de dentro que em situação normal eu não conseguiria imaginar.

Escrever automatiza a memória, fortalece a criatividade e desenvolvimento de lógica de pensamento.

Escrever, exercício que mantém a mente viva.

Mas a pessoa de idade deveria escrever não em um celular usando um ou dois dedinhos, mas no computador de mesa mesmo ou se não tem um computador de mesa, num caderno, caprichando na caligrafia e depois dedilhar o texto para jogar na internet, ou enviar para filhos e netos mostrando que está vivo e se sente capaz.

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Este textos foi originalmente escrito no dia 02 de maios de 2015 – Grupo Sessentões

Regina Célia de Souza – São Paulo, 24 de junho de 2016

 

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