Idoso carente de afeto e cuidados pessoais

Idoso carente de afeto, verdade que não queremos ver

 

dependent-196739_1280. Idoso carente
Idosos carentes.

Idoso carente de afeto e cuidados pessoais  é o final de muitas pessoas que durante a vida toda lutaram por seus filhos, esposos e parentes.

 

Idosos abandonados por familiares e poder público

Na luta para dar o melhor para todos no tempo de sua força física a pessoa esqueceu de algo importante: POUPAR, ADQUIRIR UM IMÓVEL PARA O SEU DESCANSO NO FINAL DA VIDA;  Investir numa aposentadoria no sistema privado (o qual é o mais incerto de todos os investimentos, porque Banco tem falência e a garantia do Governo é semelhante à aposentadoria do INSS).

Uma parte destes velhos de hoje, nem a aposentadoria pública do INSS tem; não contribuiu. Pensou ser desnecessário, principalmente, para as mulheres que nunca estiveram no mercado de trabalho formal e não recolheram como autônoma.

Muitas mulheres  acreditam que estarão sempre protegida pelo marido e posteriormente pelos filhos. Mas a vida não funciona como imaginamos e sim como ela é e muitos caminhos fazem curvas que não esperávamos.

Muitas pessoas na terceira idade ou além desta o que podemos chamar 4ª. Idade (dos 80 anos em diante) vivem com uma renda ridícula de um salário mínimo ou menos. Todos sabemos que um salário mínimo não dá para uma pessoa morar, alimentar-se, ter lazer, cuidar da saúde. Mas, o Governo acredita que sim.

Um salário mínimo hoje, não dá nem para se fazer o supermercado completo para uma pessoa, e os remédios? Pega-se no posto, mas os postos de saúde só dão os remédios que são usados em massa para a população como anti-hipertensivos, hormônios da tiroide e anti-concepcionais.

Quando se precisa de um remédio diferenciado a luta para se conseguir nos postos de alto custo é humilhante, e muitas vezes demora-se tanto para conseguir que quando chegam o paciente já morreu.

A situação dos velhos sem família, sem renda que realmente cubra suas necessidades, e mesmo aqueles que tem família,  mas a qual mal dá conta da criação dos próprios filhos e o velho então está no total desamparo.

Quem está em situação confortável como vejo na internet, velhinhos que tem condições de frequentar academia, viajar num cruzeiro de final de ano, passar as férias na Europa, ir com netos, filhos e parentes para a Disney uma vez por ano, este pessoal não tem ideia do que se passa no submundo do brasileiro envelhecido e carente.

 

Acredita-se que 40% dos velhos no Brasil vivem em completa penúria.

E pior, muito pouco podemos fazer por eles,  porque se encontram escondidos em suas casas miseráveis em favelas, cortiços e bairros de difícil acesso.

Li no Facebook – Portal do Envelhecimento – um artigo onde dizem que em Portugal existem 40.000 velhos isolados, abandonados e solitários. Além de que a cada ano este número cresce em mais ou menos 10%. E no Brasil, quando é que o serviço público vai fazer um censo para saber quantos velhos carentes físicos, carentes emocionais, carentes financeiros temos? Porque de fato a gente imagina, entretanto, não sabemos até onde chega o nível de pobreza de nossos velhos.

UM ALERTA: quando em meus escritos eu falo IDOSO estou me referindo a um velho com mais de 80 anos ou até menos, mas que se encontra de alguma forma INCAPACITADO PARA UMA VIDA ÚTIL e sem condições de cuidar de si mesmo.

Precisamos ter em nossa mente que os anos não são de fato o que indica se a pessoa está envelhecida e incapacitada.

Sabemos de gente com menos de 60 anos, totalmente incapaz para o trabalho por problemas mentais e físicos, tais como artrose da coluna, dos pés (principalmente em mulheres na menopausa ou após esta),

E temos gente com menos de 60 anos com problemas mentais que chamam de Alzeimer, mas nem sempre é verdade, porque estes problemas podem ser um agravante de natureza própria ao longo dos anos, ou um derrame cerebral que conduz a situações semelhantes.

Este texto continua no próximo artigo

Regina Célia de Souza – São Paulo, 24 de junho de 2016

 

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